Acesso rápido as seções
Pesquisa por tags
Foto do Artista

SONIA LIRA DOS SANTOS

Área de atuação

Cultura Afro-brasileira Cultura Negra Festejos Tradicionais Patrimônio Imaterial Patrimônio Material

Contatos

ileoyaleci@gmail.com
(13) 99668-4047
Peruíbe, São Paulo

Biografia

Mãe Sônia de Oyá


Sônia Lira dos Santos


Sônia Lira dos Santos, conhecida como Mãe Sônia de Oyá, nasceu em 3 de dezembro de 1958, em Recife, Pernambuco. Yalorixá do Candomblé de nação Ketu, iniciou sua caminhada religiosa em 1978, construindo, ao longo de 48 anos de iniciação, uma trajetória marcada pela ancestralidade, pela preservação dos saberes tradicionais de matriz africana e pela transmissão de conhecimentos entre gerações.


Sua história é formada por décadas de vivência no Candomblé, no cuidado com o sagrado e na manutenção de conhecimentos que atravessam a oralidade, as cantigas, os ritos, a culinária tradicional, as folhas e seus saberes, as celebrações, os modos de fazer, a memória e a convivência comunitária.

Em 2001, Mãe Sônia chegou a Peruíbe, onde estabeleceu novas raízes e passou a construir uma importante trajetória religiosa, cultural e comunitária no município.


Após mais de três décadas de iniciação, em 2012, abriu em Peruíbe sua própria Casa de Axé, o Ilê Asé Oyá Leci, espaço dedicado ao culto dos Orixás, à continuidade dos fundamentos do Candomblé de Ketu e à transmissão dos conhecimentos recebidos ao longo de sua caminhada.

À frente do Ilê, Mãe Sônia de Oyá exerce sua missão como liderança religiosa e guardiã de conhecimentos ancestrais, contribuindo para que práticas, memórias e tradições afro-brasileiras permaneçam vivas e sejam transmitidas às novas gerações.


Sua atuação ultrapassa a dimensão estritamente religiosa. As Casas de Axé são também espaços de memória, cultura, formação, acolhimento, oralidade e preservação de patrimônio cultural, nos quais conhecimentos trazidos e recriados pela população negra no Brasil continuam sendo ensinados e compartilhados coletivamente.


A trajetória de Mãe Sônia insere-se, assim, na história cultural dos povos de terreiro de Peruíbe, contribuindo para a valorização do Candomblé e das expressões culturais de matriz africana como parte fundamental da diversidade e da identidade cultural do município.


Durante o período da pandemia de Covid-19, Mãe Sônia também esteve relacionada à primeira execução municipal da Lei Aldir Blanc emergencial, em 2020, política pública criada para garantir apoio aos trabalhadores, agentes, coletivos e espaços culturais atingidos pela paralisação das atividades. A participação integra a memória de sua trajetória cultural e encontra-se em processo de levantamento documental para identificação do instrumento, da atividade e do registro administrativo correspondente.


De Recife a Peruíbe, de sua iniciação em 1978 à abertura do Ilê Asé Oyá Leci em 2012, Mãe Sônia construiu uma história que atravessa quase cinco décadas de dedicação à ancestralidade.


Em 2026, completa 48 anos de iniciação no Candomblé, 25 anos de presença em Peruíbe e 14 anos de história de sua Casa de Axé, constituindo-se como uma das referências da memória viva e da continuidade dos saberes dos povos de terreiro no município.

Portifólio